Agradecimentos
Agradecer é algo que faço bastante. Minha vida acadêmica e pessoal sempre contou com a ajuda de pessoas muito especiais, colocadas por aqui através de múltiplas oportunidades. Existem vários níveis de ajuda, e não sei mensurá-las em questão de prioridades, assim sendo, prefiro categorizá-las em grupos e tipos de forças direcionadas a mim e ao meu trabalho.
Diretamente envolvidos com o projeto: a fotógrafa, colega de classe e inspiração Luisa Alexandre que de muito bom grado realizou as fotos para os tutoriais; ao diretor, amigo e baterista Felp Scott, contribuindo com a filmagem e edição dos vídeos; ; a Elisabete Horochovski que tão gentilmente me cedeu sua casa como locação para as fotografias.
Através da minha jornada na Escola de Belas Artes tenho a agradecer um grupo em especial: A CONDe Carioca. Durante os 2 anos de projeto para a produção do 21o Encontro Nacional de Estudantes de Design me aproximei de profissionais muito talentosos e especialmente amigos. Junto com eles cresci e me desenvolvi nas minhas escolhas e a todos os solicitados a ajuda nunca tardou em ser dada. Menção honrosa às amigas Juliana Montenegro e Maria Eduarda Rodrigues, as mais atormentadas pelas minhas dúvidas e mais solícitas em saná-las.
O ano de 2012 foi muito difícil na minha vida pessoal, portanto tenho perfeita clareza de que algumas pessoas foram essenciais para me nortear e me manter no foco. Era preciso não apenas incentivo, como também companhia e por isso sou grata àqueles que se fizerem presentes fisicamente ao longo do ano passado, meus amigos. Agradeço à irmã que escolhi pra mim Ana Carolina Brandão, a Yol, por nunca desistir da minha amizade; à Raísa Horochovski por sempre me ouvir com carinho e atenção, à Babi Macedo pelos conselhos e farras, à Carolê Marques por acreditar mais em mim do que eu mesma, ao Pedro Pan e Vinícius Fabretti por serem os rapazes mais amigos, preocupados e presentes que tenho e a todos aqueles que me deram apoio de algum forma como Paulo Salgado, Rodrigo Neves, Ana Luisa Maciel e Fabio Meireles.
Sinceramente, honestamente, MUITO grata a todos vocês!
Obrigada de coração!
Que coisa louca foi lembrar o que já morou em mim.
Maluquice ler palavras minhas de ternura.
Esse negócio que eu virei em pouco tempo é uma versão piorada de tudo de bom que existe aqui.
Acho que cansei. Estou cansada.
Ainda aguento rejeitar um pouco mais. Ser um pouquinho mais babaca.
Mas dá uma saudade de dizer algumas coisas. Saudade de pedir desculpas. Dizer que gosto e o que que eu gosto. Coisas além das casuais e sexuais. Ser um pouquinho cega.
Colocaram uns malditos óculos em mim e é um problema querer ser míope de novo.
Não me importar com o troco. Aceito em bala. De madeira, pra matar essa loba.
Tenho coração de cordeiro e era perfeitamente feliz e saudável com ele.
Feliz e sofrendo. De que adianta o não sofrer se pode ser o mesmo que não sentir?
Hoje sofro sufocando. Acho que eu preciso é respirar fundo.
Me preocupo com a literatura descartável.
Tenho 2 primos adolescentes. Um deles ama ler. Um adolescente que ama ler geralmente é visto como interessado em estudos, aplicado, provavelmente será um homem culto. Mas ando bem encasquetada com a literatura infanto-juvenil.
Eu tinha o hábito da leitura nessa idade (mais até do que hoje), e por isso talvez nunca considerei Harry Potter um livro com conteúdo.Tive a sorte de ter uma bibliotecária no colégio. Nessa época eu li Alice no País das Maravilhas, a trilogia “os nossos antepassados” do Ítalo Calvino, li um livro sueco muito louco que eu nem lembro mais o nome, Feliz Ano Velho… Pra estudar, Marx. Eu era pseudo-comunista e não bebia Coca-Cola.
Uma vez ou outra eu lia uma bobagem, como a N@ve de Noé, alguma coisa do Pedro Bandeira, e os já mencionados de JK Rowling. E apesar de adorar passar meu tempo com os best-sellers, tinha a perfeita clareza de que isso não era o tipo de literatura que me faria uma pessoa sábia ou reflexiva.
O que me espanta é ver uma matéria num site jovem engrandecendo o fato de que fulana gosta muito de ler e seus favoritos são os livros da série Gossip Girl. Nada contra. Mesmo! Cada geração tem suas doideras (a minha teve “Tudo que uma garota precisa saber” que dizia como se vestir para festas e esconder o OB numa mão fechada, para ir ao banheiro).
Mas espero muito que os pais não se satisfaçam com esse tipo de leitura. Não é o suficiente só porque sua gatinha finalmente largou o computador. Talvez fosse melhor ela conversar com suas colegas sobre o beijo que ela deu no rapazote, do que ler sobre fofocas dos outros, e pior, fictícias! Que sem graça.
Desculpa, não consigo entender isso como o hábito da leitura. Sou daquelas que pensam que se foi muito fácil ler, você provavelmente não estava raciocinando sobre aquilo. E que o engrandecimento de um livro vem a partir da reflexão que ele causou. E não o tempo que você passou fora do universo virtual. Porque esse tipo de literatura você pode consumir tranquilamente numa tela luminosa. Acho capricho e gasto de árvores tais impressões.
Enfim, obrigada pai, você foi completamente maluco ao me mandar fazer um resumo de cada capítulo lido de Robinson Crusoé.
Obrigada mãe, ler O Pequeno Príncipe antes dos 10 anos de idade confundiu completamente a minha cabeça.
Obrigada Selma, aquele livro sueco é muito louco mesmo, foi uma indicação no mínimo curiosa.
Hoje eu sou capaz de ler um livro e saber que às vezes ele é uma bosta.
E que eu já li coisa melhor.
Ah, e não ter o mínimo tesão em “50 tons de cinza”.
Dinosaurs
Fui criada para me levar muito a sério. Apesar disso, aprendi que gargalhadas são uma excelente defesa. E um ataque ainda melhor. Misturando essas duas coisas, colocando no forno a 120 graus e esperando uns 20 anos a gente consegue um bolo auto-crítica e falsa pretensão.
Tentar analisar tudo que eu faço, como se os acontecimentos vividos e as relações interpessoais fossem unicamente definidos pelas ações da minha pessoa trazem um peso absurdo pra todas as experiências. Mas chega uma surpreendente hora em que não dá mais pra achar que tudo é culpa sua ou mérito seu.
De vez em quando é bom se vitimizar. Independente se você fez tudo certo ou não, o outro pode tentar ser um pouquinho mais compreensivo, ou menos idiota. Nem tudo é meu dever ou minha culpa. Estou me deixando ficar com raiva de você e do universo. Muito mais de você.
Não dá pra definir o tempo de superar as coisas. Adoraria combinar comigo uma data pra ressurgir das cinzas. Mesmo diminuindo a intensidade, a importância… Inevitavelmente ainda haverão pontadas e memórias indigestas. Podemos fingir e beber até sufocar e nos tornarmos máquinas. Alguma hora damos tilt e soltamos parafusos por aí. Chamem de fraca, de boboca. Sou coração. E continuo assim. É isso que resta e que cultivo. Latifúndio fértil.
Hoje encontrei vazio e lavado o pote de Maple Syrup que eu tinha comprado em 2008 para fazer waffles. Acho que era o último resquício dele que ainda tinha por aqui. Que desagradável é encontrar esses pedaços de lembrança esquecidos nos espaços. O que antes eram atalhos, conexões para um abraço mental, hoje já são como alfinetes e torções no estômago.
Tentei eliminar todos os artefatos esquecidos e/ou deixados para trás o quanto antes, mas é inevitável que ainda sobrem pedaços que não constroem só o quebra cabeças de uma relação amorosa, como também a formação de uma pessoa, de uma mulher. Como dissociar a imagem daquele menino dos meus primeiros semestres de faculdade? Ou melhor, de toda a minha formação acadêmica? Da minha mudança de casa? Do meu primeiro emprego? E daquele outro moço na minha festa de 15 anos? E do rapazinho do meu trote?
Joel e Clementine que o digam. Não dá pra apagar pessoas. Além da toalha, que fiz questão de queimar na areia da praia, ainda restam algumas sombras. Não sei se é saudade ou saudosismo. Mas tenho certeza que não tenho mais lugar para nenhum dos dois. São peças que simplesmente não encaixam mais.